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A Violência Porta a Dentro


Publicado em: 4 de julho de 2018


 

Limites Insuportáveis: Estamos expostos a todo tipo de maldade…

As queixas se multiplicam a todo o momento e o que mais chama atenção é que as crianças, antes de seguir para a escola, no café da manhã, televisão ligada e a enxurrada de informações sobre a violência, o que na realidade fomenta o medo de uma circulação tranquila.

É um verdadeiro horror! Os programas estão sempre recheados de todo tipo de crime, a televisão faz absoluta questão de mostrar tudo que acontece no mundo do crime, desde os roubos pelas ruas, assaltos a mão armado, quadrilhas que se instalam em frente as residências, amedrontando e até matando pessoas que se preparam para ir ao trabalho ou levar as crianças para estudar.

É sempre assim, e dizem que noticiário sem violência “não tem graça”, não tem telespectadores, o que é na verdade um acinte. Veja você que um noticiário de 1 hora, mais da metade se dedica a barbárie e o pior de tudo é que câmeras espalhadas pelas ruas flagram as ações mais desesperadoras, armas de todo tipo e de todos os calibres em mãos de bandidos dispostos a matar sem dó e sem piedade.

E aí, você liga aquela caixa “mágica” chamada de televisão, aquela que nasceu para diversões e alegrias, se torna agente da maldade, de uma violência assustadora.

E quando não são os bandidos de rua em busca de roubar e matar, os políticos com suas camisas de seda pura e gravatas “italianas” roubam, propinam e enriquecem, vivendo nababescamente em moradas suntuosas, trafegando em carros de luxo e contas bancárias recheadas de moedas estrangeiras. Uma falta de compostura assustadora e olhe que são figuras do mais alto escalão. É duro, é doloroso, mas infelizmente é a mais pura verdade. E são eles que dão o mal exemplo!

Já passou da hora dos setores efetivamente democráticos da sociedade repudiarem com a maior seriedade possível toda essa violência que invade diariamente nossas residências, dar um basta nesse noticiário agressivo em busca de audiências que dão lucros, mas, que assustam a população. Um horror. Por horas a fio, ao vivo, durante o dia e a noite, assistimos a um desfile de cadáveres, agressões, suspeitos achacados em delegacias e vítimas expostas a todo tipo de crime.

A verdade é que chegamos a índices insuportáveis e só faz aumentar os noticiários, pouco importa que as crianças estejam assistindo tamanha barbárie, o que importa é o lucro e o enriquecimento do custe o que custar.

E tem mais, é preciso que os pais passem a observar os filhos no uso contínuo da internet, outro “veículo” da maldade, onde redes sociais mostram crimes e mentiras que assustam. A juventude precisa ser olhada com carinho para evitar tantas informações que só servem para mostrar a maldade em toda essência.

Infelizmente nossa cidade está envolvida de corpo e alma nessa criminalidade espantosa, há poucos dias perdemos do convívio um profissional da medicina, morto com requintes de maldade dentro de sua própria casa, um crime bárbaro assistido pelos pais, indefesos diante de armas poderosas que tiraram a vida de um jovem médico na flor da idade. Assustador! Isso não é vida, isso é um desespero que tira a tranquilidade, um medo assustador.

E o Ministério das Comunicações? Que é responsável por regular a radiodifusão no que diz respeito ao conteúdo dessas tais divulgações, o que faz com relação a essa divulgação espantosa e a todo o momento? Será que todo esse noticiário se tornou algo natural, que faz parte do dia a dia de nossas vidas? Se é assim, estamos no fio da navalha, podemos ser atacadas e mortos a qualquer momento e “salve-se quem puder”. Oh Deus, oh Deus do céu, protege-nos do mal, amém!

O poder que tem hoje as televisões e sites em criar esses mecanismos de notícias precisam ser revistos imediatamente, não podemos continuar recebendo no café da manhã, no almoço ou no jantar e até na hora de dormir, a noticia de que roubou, matou e deixou filhos sem pais, mães que choram a morte de crianças por intermédio das balas perdidas e achadas no mundo do crime.

Por José Carlos Pedreira – Zé Coió