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Infectologista esclarece sobre tipos de sequelas deixadas pela covid-19


Publicado em: 4 de julho de 2022


Ainda segundo a infectologista, algumas subvariantes da Ômicron, estão sendo responsáveis pelo aumento do número

A cantora Joelma é uma das pessoas que contraíram a Covid-19 e teve sequelas pelo corpo. No final do mês de maio, a artista apareceu com o rosto inchado durante um show em Parauapebas, no sudeste do Pará.

Ela foi diagnosticada com Covid-19 por três vezes, e chegou a afirmar que vivia uma espécie de ‘efeito sanfona’ causado pelo inchaço.

Diante deste fato, a médica infectologista, Melissa Falcão, informou que o inchaço pode estar relacionado com a insuficiência renal.

“Após um diagnóstico de Covid, pode existir um inchaço no corpo, relacionado com insuficiência renal, as pessoas que têm um caso grave com o acometimento dos rins, relacionado à infecção, ou o inchaço. E o efeito sanfona que foi relatado, no caso da cantora Joelma, foi devido ao uso de corticóides. Todos os medicamentos têm o benefício e têm os efeitos colaterais, por isso deve ser evitada a automedicação. Os corticóides quando utilizados com uma dose prolongada podem causar efeitos adversos graves, como aumento do açúcar, inchaço no corpo, ganho de peso e diversas outras coisas”, explicou.

A médica também destacou sobre algumas das sequelas que as pessoas podem ter após contraírem a doença, mesmo sendo um quadro leve.

“A covid pode causar sequelas. Isso ocorre geralmente nas pessoas que têm sintomas graves, aqueles quadros com insuficiência respiratória, que precisam de internamento prolongado, que podem dar uma sequela pulmonar. Nesse caso, a pessoa cansa com facilidade, tem cansaço no corpo, coração acelerado, essa sensação e, principalmente, sintomas psico emocionais. Então vemos muita gente que precisou de internamento com covid ou que teve covid, principalmente naquela época inicial, com depressão e insônia associadas a sintomas da covid. Então apesar de ser mais frequente naquelas pessoas que tiveram covid grave, pode acontecer com intensidades variáveis em qualquer pessoa que teve a doença. Então até pessoas que tiveram quadro leve, apenas uma coriza, uma tosse, pode ao longo do tempo perceber esquecimento, uma sensação de fadiga, uma falta de disposição no corpo. Há pessoas que perdem o olfato e o paladar, e isso pode demorar de semanas a meses, nem sempre se recuperam de maneira rápida. Essas são as principais sequelas do covid: sintomas neuropsicossomáticos, depressão, insônia, a questão da perda do olfato e paladar e o esquecimento e falta de disposição”, explicou.

De acordo com Melissa Falcão, mesmo que o paciente tenha o diagnóstico, comprovando que se trata de uma sequela provocada pela covid-19, mas que os sintomas persistem, é necessário buscar atendimento médico.

“A literatura está pesquisando uma covid longa, que seria os sintomas prolongados e a sequela da doença. A covid prolongada seriam aqueles sintomas recorrentes, como uma dor de garganta que retorna com frequência. Ainda está sendo definido quais critérios se encaixam na covid longa, como dor de cabeça que aparece com frequência, mas precisa sempre ser diferenciado. ‘Tive Covid, tenho alguns sintomas que estão recorrendo com frequência’, ‘dor de cabeça que está me incomodando’, isso precisa ser investigado, não quer dizer que seja necessariamente relacionadao ao covid, tem que ver todas as possibilidades que causa”, disse.

Ainda segundo a infectologista, algumas subvariantes da Ômicron estão sendo responsáveis pelo aumento do número de casos.

“Existem as variáveis em relação às variantes da covid, temos agora as subvariantes da Ômicron, que são BA.4 e BA.5, que é o que está sendo responsável por esse aumento que vemos do número de casos com uma grande frequência, e que deve se intensificar nos próximos dias. A principal maneira de prevenir a covid grave, de prevenir sequelas, é a vacinação. Pelo menos a terceira dose da vacina, as duas doses com a primeira dose de reforço são essenciais”, concluiu.