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No 11º dia da greve, caminhoneiros mantêm protesto apenas no Porto de Santos; distribuição de alimentos melhora


Publicado em: 31 de maio de 2018


 

Centros de abastecimento de alimentos estão recebendo mais produtos e preços estão voltando à normalidade. Distribuição de combustível também melhorou em muitos estados.

 

 

No 11º dia de greve dos caminhoneiros, a maioria dos estados amanheceu nesta quinta-feira (31) sem bloqueios ou protestos nas estradas. Chegaram a ser registrados atos em cinco estados, mas eles foram encerrados ao longo da manhã. Ainda há uma manifestação de caminhoneiros autônomos no Porto de Santos, em São Paulo. Exército e Marinha estão no local para fazer a escolta de quem quer seguir viagem.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que, ao meio-dia, não havia mais aglomerações de caminhoneiros em rodovias federais. Mais cedo, eram nove os pontos de concentração. Na noite de quarta, eram 197 pontos.

Segundo levantamento do G1, em Santa Catarina, chegaram a ser registradas 10 concentrações em rodovias estaduais, mas elas já terminaram. No CearáPará e Rondônia, havia apenas um ponto de protesto pela manhã. No Rio Grande do Sul, houve a liberação total das vias perto do meio-dia desta quinta.

Com o fim dos atos, o abastecimento de comida e combustível de muitas cidades já melhorou. É o caso das capitais de Sergipe, São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins, Pernambuco, além do Distrito Federal.

Combustível

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) afirmou que cerca de 70% do abastecimento de combustíveis do país voltou ao normal.

Em Pernambuco, após a desobstrução do Porto de Suape e a chegada de combustível em muitos postos do Grande Recife, as filas para abastecer começaram a diminuir.

No Distrito Federal, 32 caminhões-tanque carregados de álcool anidro, usado na mistura com a gasolina pura (tipo A), que foram abastecidos em Quirinópolis (GO) chegaram às distribuidoras de Brasília por volta de 1h30 de quinta. O carregamento será suficiente para garantir o abastecimento de toda a cidade durante, pelo menos, uma semana.

No Paraná, a cidade de Curitiba amanheceu sem filas de veículos para abastecer nos postos de combustíveis. Em São Paulo, as filas também estavam pequenas no início da manhã, mesmo com parte dos postos ainda fechados. No Rio de Janeiro, o reabastecimento total ainda deve demorar até cinco dias, mas a situação está muito melhor nesta quinta: poucas filas foram registradas nos postos.

No Tocantins, em Rondônia e Roraima, o abastecimento de combustível também está normalizando aos poucos. No Rio Grande do Norte, o abastecimento deve ser normalizado até segunda-feira, segundo o Sindipostos.

Já em Minas Gerais, vários postos estão com filas gigantes para abastecimento de veículos em Belo Horizonte. Em Mato Grosso, a cidade de Cuiabá tem postos que ainda estão fechados por falta de combustível. Em Goiásmotoristas também sofrem para abastecer – 70% dos postos estão desabastecidos. As filas são quilométricas.

Alimentos

A Ceasa, em Irajá, principal central de abastecimento do Rio de Janeiro, está aberta desde as 4h30. Produtos cujos preços dispararam durante os dias de protesto começam a voltar aos valores habituais. A caixa de banana, que chegou a custar R$ 100, está sendo vendida a R$ 18. E 30 dúzias de ovos, que chegaram a custar R$ 180, já estão sendo vendidos por R$ 120.

A Ceagesp, que abastece São Paulo, também começa a receber alimentos do interior nesta quinta-feira. Até 9 de junho, os portões ficarão abertos 24 horas para carga e descarga de mercadorias.

movimento está normalizando no Centro de Abastecimento e Logística de Pernambuco, na Zona Oeste do Recife. Dentro do centro, caminhões fazem fila para descarregar produtos. Nesta quinta-feira, seis caminhões de batata inglesa chegaram no local e o preço, que chegou a custar R$ 10 o quilo, baixou para R$ 6.

Na Ceasa-DF, a movimentação de produtores, vendedores e clientes passou de uma queda de 70% na segunda (28) para 30% nesta quinta. A caixa de tomate, que chegou a custar R$ 150, caiu para R$ 60. A batata inglesa, que foi encontrada com preço 500% acima do usual – sacos de 20 kg eram vendidos a R$ 300 – está custando R$ 150. O preço médio é R$ 50.

Em Minas Gerais, a Ceasa foi aberta excepcionalmente para receber produtos. A comercialização não estava toda normalizada, mas havia banana, maçã, batata-doce, abacaxi, mamão havaí, tomate e cebola, por exemplo, para a venda.

No Rio Grande do Norte, ainda há escassez de produtos. No Maranhão, o desabastecimento chegou a 60% nesta quinta, no entanto, o movimento melhorou.

Gás

O primeiro carregamento de gás que chegou a Goiânia foi destinado aos hospitais; distribuidoras da capital colaram recados informando falta do produto para clientes.

Algumas distribuidoras da Região Metropolitana do Recife já possuem gás de cozinha para vender, mas ainda há pontos em que não chegaram botijões. No Agreste e Sertão de Pernambuco, o gás deve chegar em até sete dias.

Na Paraíba, cerca de 20 mil botijões de gás chegaram nesta quinta-feira, segundo o sindicato. Desde as 7h, as distribuidoras do produto começaram a fazer o repasse para as revendedoras.

O DF amanheceu com os estoques de gás de cozinha reabastecidos. Sete carretas, trazendo 12 mil botijões de 13 quilos (modelo residencial), chegaram à capital no fim da tarde desta quarta (30).

Aeroportos

Segundo o Bom Dia Brasil, cinco dos aeroportos administrados pela Infraero ainda estão sem combustível: Palmas, Cuiabá, Imperatriz (MA), Juazeiro do Norte (CE) e Protásio de Oliveira (PA).

Por G1