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Nova diretora da CIA já comandou centro de tortura


Publicado em: 13 de março de 2018


© AP Photo/ Handout CIA

A nova diretora da CIA, Gina Haspel, já supervisionou torturas de suspeitos de terrorismo em uma prisão secreta dos Estados Unidos na Tailândia em 2002 – e depois destruiu fitas de vídeo com o registro dos interrogatórios.

Ela pode ser primeira mulher a comandar a CIA e sucede Mike Pompeo, que foi escolhido como novo secretário de Estado dos EUA após Donald Trump demitir Rex Tillerson nesta terça-feira (13). Seu nome ainda precisa ser aprovado pelo Senado.

Haspel tem 61 anos e desde 1985 já comandou operações (muitas vezes secretas) em diversos países. Ela ocupava o cargo de vice-presidente da CIA. Seu passado com agente secreta envolve páginas de tortura em instalações secretas mantidas por Washington em nações estrangeiras.

Estes locais foram utilizados — assim como a tortura — pela ofensiva contra suspeitos de terrorismo do então presidente George W. Bush após o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001. Um suspeito de terrorismo poderia ser raptado em um país, ser levado para uma prisão secreta em outra nação e torturado sem passar por nenhum sistema judicial.O mais famoso caso de tortura da nova chefe da CIA envolveu os detentos Abu Zubaydah e Abd al-Rahim al-Nashiri; suspeitos de integrar a Al-Qaeda, eles foram torturados na Tailândia em 2002. Três anos depois, fitas de vídeo com o registro do interrogatório, que estavam em um cofre da CIA na Tailândia, foram destruídas.

As técnicas de tortura da CIA incluem colocar pessoas vivas dentro de caixões, deixá-las sem dormir por dias e fazer simulações de afogamento.

O próprio Trump já chegou a falar no passado que “tortura funciona”.

O presidente falou à imprensa que já trabalhou com Haspel e a considera “uma pessoa extraordinária”.