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O Dia da Mulher Faz Jus a Todo o Merecimento Delas? 


Publicado em: 8 de março de 2018


 

 

As mulheres mundo afora têm dado um salto ousado e destemido quando se trata de suas próprias vidas. Muita coisa mudou no mundo da mulher, para melhor com certeza, mas nenhuma mulher se dará por satisfeita tão cedo, porque há ainda muitas coisas para melhorar, sem dúvida. As desigualdades eram (e tantas ainda são) tão imensas e numerosas que tão cedo não haverá “trégua”, embora não seja uma briga aberta contra os homens e sim uma luta contra um sistema de direitos igualitários – politicamente, socialmente, economicamente, etc.

Rita Lee, eterna representante de lutas femininas, já emprestou uma canção para dizer em delicioso tom de zombaria que  “o sexo frágil, não foge à luta”. Chico Buarque também cantarolou aqui e ali em tantas canções o quanto a mulher é o centro das relações . Gilberto Gil avisou sobre o fato de até o “super-homem” mudar o curso da história por causa de uma mulher. Caetano Veloso, em tantas canções deslumbrou-se com o poder inexorável da mulher como “…é lindo, ela em plena mulher, brilhando no poço do tempo”.

Roberto Carlos exaltou tantas outras, como a mulher de 40, a mulher pequena ou na letra de “A mulher que eu amo” e Erasmo Carlos, seu velho parceiro anunciou uma vez: “…dizem que a mulher é o sexo frágil, mas que mentira absurda”…” Elba Ramalho também disparou numa canção: ” é um risco tentar resumir mulher”. Maria Bethânia , em “Mulheres do Brasil”, disse: “… Saúda o povo e pede passagem a mulher brasileira”. Além de toda a nova geração de intérpretes que cantam, homenageiam e exaltam o poder, a graça, e a força e dezenas de várias outras qualidades da mulher em suas interpretações.

Meninas, há muito tempo já não visam apenas o casamento e maternidade como metas pessoais, mas se quisessem que assim fosse, têm que ser escolhas delas, não de terceiros através da família ou da sociedade. Sexualmente também, muitos tabus e regras discriminatórias estão gradativamente sendo derrubados, como a decisão sobre que tipo de relação sexual desejam, dentro ou fora do casamento, casual ou num relacionamento afetivo, muitos ou poucos parceiros, etc. A decisão sobre a maternidade também evoluiu e as mulheres não precisam mais ter filhos por pressão social. É o empoderamento sobre seu próprio corpo.

Mercado de trabalho, educação, decisões políticas que afetam a vida social, valores familiares, etc, são só alguns dos temas nos quais as mulheres têm procurado estar à frente das discussões e resoluções. Não podemos dizer que é fácil, nem que está perto de acabar as batalhas travadas com enorme dificuldade, mas o empoderamento da mulher tem se construído passo a passo, pontualmente e às vezes com mais frequência. Já há bastante mulheres fazendo faculdade à noite, enquanto os companheiros tomam conta das crianças  e deixam o almoço pronto, as cansativas tarefas domésticas estão paulatinamente sendo divididas em casa.

Dia das mulheres é só um mínimo lembrete para que chamemos atenção sobre a importância do papel da mulher na sociedade como um ente fundamental desta. Nem mais nem menos importante do que o papel dos homens. Ambos precisam estar juntos na cruzada da vida na terra, não é fácil para ninguém atravessar o desfaio de viver, quanto mais sozinho.