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PM suspeito de matar mulher em posto de combustível, na BA, se apresenta na delegacia e é liberado


- Crédito da Foto: Reprodução - Publicado em: 16 de janeiro de 2024


Acusado de matar uma mulher a tiros, na madrugada da última quinta-feira (11), em um posto de combustível localizado em Ilhéus, no Sul da Bahia, o policial militar João Wagner Madureira se apresentou, na segunda-feira (15), em uma delegacia da Polícia Civil (PC) na cidade. Como o prazo para a prisão em flagrante já havia expirado, ele foi ouvido e liberado.

Em seu depoimento, o suspeito alegou disparo acidental. Imagens das câmeras de segurança do estabelecimento estão sendo analisadas. Nas gravações, é possível ver Fernanda Santos Pereira abaixada, quando o policial, de arma em punho, se aproxima dela. Na sequência, o acusado desfere um chute na vítima.

A mulher reage. Os dois discutem e Fernanda revida a agressão sofrida com tapas. O policial, então, agride a vítima, uma vez mais, e a imobiliza. Nesse momento, ele efetua os disparos. Pessoas que assistiam à cena não interferem na briga e só acionam o socorro médico, após o suspeito sair do local caminhando.

A jovem, de 23 anos, chegou a ser socorrida, pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), para o Hospital Costa do Cacau, mas não resistiu aos ferimentos. O corpo de Fernanda Pereira foi sepultado na tarde da última sexta-feira (12), no cemitério de Ilhéus.

Em nota enviada à imprensa, os advogados do policial acusado disseram que o cliente não conhecia a vítima. E alegaram que a jovem estava “descontrolada” no momento do confronto. “É com profundo pesar que comunicamos a todos sobre o trágico incidente envolvendo o policial militar João Wagner Madureira, conhecido como Cenoura, lotado na 69ª CIPM, na madrugada desta quinta-feira(11/01). No calor de uma discussão, o PM se envolveu em um incidente fatal, que resultou na perda de uma vida. O policial sempre dedicou sua carreira à defesa da sociedade e, em especial, à proteção das mulheres atendendo e prestando socorro em diversos casos de agressão a mulher. O ocorrido é inquestionavelmente repugnante, e estamos cientes da gravidade dos fatos”, diz o documento.

A defesa também alegou que a acusação de feminicídio é infundada. “É importante esclarecer que, embora as acusações de feminicídio estejam presentes na cobertura midiática, afirmamos, categoricamente, que o policial militar não conhecia a vítima e que o ato não foi motivado por violência doméstica, familiar, menosprezo ou discriminação à condição de mulher”, afirma o texto.